Jose Sergio Presti

ZÉ SÉRGIO: EU, CRENTE? NEM PAGO!

Na minha carreira, tudo dava certo. Os meus títulos se acumulavam sem problemas. Era duas vezes campeão paulista e três vezes vice, uma vez campeão brasileiro, outra vice e por fim a consagração maior: fui convocado para a Seleção Brasileira na Copa de 78 na Argentina.

Jogando pela Seleção, fui titular da ponta-esquerda em 79, 80 e 81. Em 1980 a crônica especializada me elegeu "o melhor jogador do ano".

Se falassem de religião comigo, eu respondia no ato: Pra quê? Eu já tenho tudo o que a vida pode me oferecer! Tudo? Bem, ainda faltava uma mulher em minha vida. Foi aí que eu conheci a Luciane, me apaixonei e acabamos nos casando. Agora, eu tinha tudo e mais um pequeno inconveniente: ter de ir à igreja com ela de vez em quando. Mas a Lu era tão legal que valia o sacrifício.

Depois de oito anos jogando pelo São Paulo, fui vendido para o Santos, onde nos sagramos campeões em 1984. Mas jogar no Santos não era fácil e em março de 85 eu estava vivendo a semana mais crítica de minha carreira. Era a primeira vez que eu encarava o banco dos reservas, mesmo estando em plenas condições físicas. Me sentia revoltado com o técnico, inconformado com a situação e de mal com a vida. Percebendo o meu desespero, a Lu me deu uma sugestão:

- Por que você não convida Jesus Cristo para entrar em sua vida? Ele pode te ajudar a enfrentar essa barra que é pesada demais para você sozinho!

Essas palavras me incomodaram profundamente. Eu queria perguntar a ela como é que isso acontecia, mas a pergunta não saía da minha garganta de jeito nenhum.

Dois dias depois, nós estávamos voltando do enterro do Dr. José Carlos Ricci, médico do São Paulo F.C. Inconformado com a perda do amigo e com a minha situação, reuni toda a minha coragem e perguntei à Lu o que é que eu deveria fazer para que Cristo entrasse em minha vida.

Sua resposta foi simples, mas me atingiu como um torpedo:

- Entregue sua vida a Ele e deixe-O tomar conta de tudo.

Naquele momento senti uma coisa estranha e comecei a chorar ao volante do carro. Desci a serra toda chorando e só consegui parar quando chegamos a Santos.

Chegando em casa, comecei a ler o livro "Mais que um Carpinteiro", e aos poucos fui entendendo o que tinha acontecido comigo. Depois conversei com o pastor Ary Velloso, e ele me explicou como receber a Cristo e ser nascido de novo.

Depois de ouví-lo, respondi:

- O que você quer que eu faça já aconteceu há dois dias atrás, quando Cristo entrou no meu coração na serra de Santos.

Daquele dia em diante tudo mudou em minha vida. Eu nasci de novo e percebi que estou aqui apenas de passagem, rumo a uma vida eterna com Deus no céu.

Minha carreira não melhorou nada aos olhos do mundo: pelo contrário. Mas eu melhorei muito por dentro e Deus tem me dado mais prosperidade espiritual e material agora do que antes. Sei que é muito difícil explicar essas coisas para as pessoas, meus colegas e a imprensa, mas estou muito mais feliz agora do que quando fui eleito pela imprensa especializada, como: "o melhor jogador brasileiro".

Hoje eu não trocaria minha vida com Cristo por nada neste mundo.

Se você quiser saber como um homem pode nascer de novo

Leia em: João 3: 1 a 17

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